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Saída de Botero deve ser acompanhada por uma mudança na política de segurança

Português, Brasil
Autor: 
CONSELHO POLÍTICO NACIONAL

A renúncia do ministro de Defesa, Guillermo Botero, é uma oportunidade para que o governo de Iván Duque ajuste sua errada política de segurança e defesa, que está levando o país para o passado de guerra e ódio que se vinha deixando para trás.

O assassinato de líderes sociais e integrantes das FARC-EP em processo de reincorporação, os recentes massacres de indígenas no estado do Cauca e a trágica morte de oito menores de idade num desproporcionado bombardeio autorizado pelo presidente Iván Duque são expressões nefastas desta situação.

A saída do ministro Botero não pode paralisar as investigações sobre as responsabilidades nos vários casos de supostos crimes de Estado. Os assassinatos não podem ficar na impunidade. Porém, ademais, é necessário e urgente mudar a doutrina do inimigo interno. O governo deve mudar seu interesse de aprofundar e começar novos conflitos.

A atual política de segurança, que propicia a aterrorizante prática dos falsos positivos do passado, deve ser retificada. As Forças Militares devem estar orientadas pelo respeito aos direitos humanos e se destinarem exclusivamente à salvaguarda da soberania nacional.

O Acordo Final para a Terminação do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Duradoura está abrindo possibilidades para a participação política e a inclusão das regiões marginalizadas. Por isso o Governo Nacional deveria se preocupar em avançar na implementação integral do acordo, o que ademais é compromisso e obrigação do Estado colombiano.

A Nação colombiana está cansada do ódio e da violência. As autoridades estão demorando em oferecer garantias de segurança para comunidades, oposição política e para as pessoas em processo de reincorporação. Implementando cabalmente o acordo e não tratar de despedaçá-lo, é a melhor opção nesse propósito.

Saudamos a importante tarefa que significou a iniciativa de moção de censura no Congresso da República e que permitiu levar este debate ao plano nacional. Convocamos a comunidades, organizações sociais e cidadania em geral a continuarem as mobilizações em defesa da paz na jornada do 21 de novembro em todas as praças do país.

 

CONSELHO POLÍTICO NACIONAL

FORÇA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA DO COMUM-FARC 

Bogotá DC,  6 de novembro de 2019

Tradução > Joaquim Lisboa Neto

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